Entrevista Aifa

domingo, 21 de março de 2010

Além do Jogo tráz esta semana entrevista com o goleiro Carlão da Romênia. Confira...

Data: 20/03/2010
Fonte: Denise Gusmão
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ALÉM DO JOGO

Carlão – O goleiro



O Além do jogo entrevistou esta semana um dos goleiros mais conhecido e querido do nosso futsal.

Carlos Alberto Ferreira, 23 anos. O Carlão! Iniciou no esporte aos 7 anos, jogando futebol de campo em várias escolinhas da nossa cidade foi quando o Profº Marcelo lhe convidou para jogar futsal no colégio Visconde e a partir daí não parou mais.

Carlão jogou na A.E. Tejusa por 3 anos, mas foi na Selt/Indaiatuba que conquistou dois importantes títulos o de Bi-Campeão nos Jogos Regionais em 2004 e 2005.

Em 2006 se transferiu para o GR Barueri e também foi campeão do jogos regionais na cidade de Caieiras. No ano seguinte, Carlão voltou à cidade para defender a Equipe Palmeiras/Rainha Clemência de onde saiu para o seu time atual o C.S. City´us da Romênia e já coleciona vários títulos por lá, bem como foi considerado o melhor goleiro na temporada 2007/2008.

Sua atuação no time Romeno chamou a atenção da Federação daquele País e Carlão recebeu um convite para se tornar um cidadão Romeno, com o objetivo de guardar as redes do País. Naturalmente aceito pelo atleta, que mesmo estando com a documentação em andamento, já foi convocado e participou de dois amistosos contra a Seleção Eslovênia.

Carlão, você é uma pessoa de muitos amigos e tem uma família maravilhosa. Como é para você ficar tanto tempo longe deles?

Já me acostumei com essa situação, eu escolhi a vida de atleta e sei que para isso preciso ficar longe das pessoas que amo, é muito difícil, mas é assim tem que ser. Todo esse tempo longe da família e dos amigos rende belos frutos que posso compartilhar com eles quando estou de férias, alem disso a distância e o fato de morar sozinho me fez amadurecer muito como pessoa e como jogador.

Qual o seu maior sonho? E você tem alguma frustração?
Tive o sonho de jogar pela seleção brasileira, mas agora o meu maior sonho é que toda minha documentação fique pronta e rápido para defender a seleção romena, para mim será um orgulho jogar pelo país que me recebeu de braços abertos e deu valor ao meu trabalho. Graças a Deus, na minha carreira ainda não tive nenhuma frustração e espero não ter.

Comparando o nível do futsal Romeno com o do Brasil, pontuando o Brasil com nota 10, qual seria a nota para a Romênia?
Falando do campeonato romeno dou nota 6, porque ainda falta jogadores e treinadores de qualidade nos times e isso somente mudará com a chegada de estrangeiros, falando da seleção romena dou nota 8 é uma seleção muito promissora, com minha entrada e com a de mais 2 jogadores que serão naturalizados juntamente comigo teremos grandes chances de sermos umas das melhores seleções do mundo.

Você hoje é praticamente um cidadão Romeno e muito provavelmente defenderá o País. Abrir mão definitiva de qualquer possibilidade de um dia defender o seu País, pesou na sua decisão?
Com certeza não, temos um grande exemplo que é a seleção italiana que conta com muitos brasileiros, existe milhares, senão milhões de jogadores com qualidade para defender a seleção brasileira, assim sendo a possibilidade de uma convocação se tornaria quase impossível, por isso eu procurei por outros caminhos para realizar meu sonho, e esse caminho foi aqui na Romênia, em outubro teremos um amistoso aqui na minha cidade com o Brasil, com certeza será uma experiência única para mim, mas estou perto de ser cidadão romeno e para mim isso é motivo de orgulho.

Além de você e do Paulinho, quantos brasileiros mais estão no futsal Romeno?
No meu time alem de mim e Paulinho temos mais 2, em um time de Bucareste mais 5 e mais um time com 1 goleiro brasileiro, mas em breve isso estará mudando porque o futsal romeno carece de jogadores de qualidade, e só com a chegada de brasileiros, espanhóis, portugueses e outros estrangeiros a federação poderá aumentar a qualidade do campeonato.

Você pensa em voltar a jogar no Brasil?
Sinceramente penso sim, mas não tão cedo. Tenho 23 anos e como goleiro de futsal pode ter uma carreira um pouco mais extensa pretendo estar na Europa ate uns 35 anos, me acostumei com a vida aqui na Romênia, apesar de não ter churrasco e entre outras coisas que gosto do Brasil me acostumei, se tudo correr bem voltarei para o Brasil somente para terminar minha carreira e de preferência em Indaiatuba para ficar perto da minha família.

Indaiatuba tem uma safra muito boa de jogadores de futsal, apesar de hoje o trabalho na formação de base, ser infinitamente inferior a de alguns anos atrás, o que você com toda essa bagagem adquirida, pode dizer aos que sonham um dia seguir nesta profissão?
Indaiatuba sempre revelou e vai continuar revelando grandes talentos, digo aqueles que sonham em um dia se tornarem jogadores profissionais que não desistam, somente com 18 anos que me tornei jogador profissional, para essa garotada nova que esta começando digo que não desistam que um dia a oportunidade aparece, gostaria de aproveitar a oportunidade e deixar um grande abraço para meu amigo Ludy porque se não fosse por ele nada disso estaria acontecendo na minha carreira. Um grande abraço a todos da Aifa.

Carlão, o Além do jogo está extremamente honrado por esta entrevista e eu agradeço pela sua atenção e pronto atendimento ao meu pedido.

Que Deus continue te abençoando e que você consiga atingir todos os seus objetivos.

E para quem quiser acompanhar o dia-a-dia do Carlão é só acessar o seu blog:
www.carlao21.blogspot.com

Um ótimo fim de semana a todos!!!



Denise Gusmão
19 de março de 2010







“PODEMOS ESCOLHER O QUE SEMEAR, MAS SOMOS OBRIGADOS A COLHER AQUILO QUE SEMEAMOS"

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